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A palavra "facto" vai mesmo perder o "c"?

Sábado, 05.02.11

Caso esteja em Portugal, poderá continuar a escrever "facto".

Este é mais um dos casos de "dupla grafia", ou seja, como se considera que um determinado grupo de falantes (variante culta) pronuncia o "c", dizendo faKto, este pode conservar-se ou retirar-se facultativamente.

O mesmo acontece por exemplo com:

 

  • sector e setor
  • dicção e dição
  • infecioso e infeccioso

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por PN às 23:41

13 comentários

De Anónimo a 10.10.2011 às 10:40

É cacto ou cato que se lê e escreve?

De PN a 10.11.2011 às 22:06

A palavra passou a escrever-se "cato". Não se lê o "c".

De Anónimo a 10.10.2011 às 10:40

É cacto ou cato que se lê e escreve?

De Susana Martins a 10.04.2012 às 16:37

Ocorreu-me um exemplo mais "preocupante"...
Repto
Recto
Reto
Matém-se ou passam todos a rabos?

De jose palhete a 17.05.2012 às 01:02

http://visao.sapo.pt/guia-pratico-para-perceber-o-acordo-ortografico=f543282

De Pedro227 a 11.09.2012 às 02:55

Eu habituei-me com facilidade ao AO. Para mim um espetador já não é só aquele que espeta e teto não é o masculino de teta. Com a mesma simplicidade com que escrevo coreto também escrevo correto para além de que adaptei-me bem a letivo, setor, jato (jato? ou será jacto?). Eu não pronuncio o 'c' mas tenho uma vizinha que o pronuncia - não faz mal: eu escrevo jato e ela escreve jacto - assim é que é, há que adaptar a ortografia à oralidade tanto quanto possível. Uma língua moderna é uma língua sem regras e que fica ao critério do freguês. Adeptos do acordo ortográfico, leiam por favor http://pt-br.facebook.com/permalink.php?story_fbid=10150744778832588&id=246899992587&comment_id=23513240&offset=0&total_comments=182

De filipe a 09.12.2012 às 02:54

Uma língua moderna não tem regras?? BOA! Vou passar a escrevêr português em cirílico!!! Ыщперү кы әз оўтрәщ пыссоәщ ентендәм ¬¬ Uma língua minimamente "decente" tem regras, caro senhôr. Qualquer pessôa com o mínimo de escolaridade entende que o caminho para a perfeição da língua é precisamente o contrário daquêle que está a ser tomado. Pâra além do mais, a sua vizinha, se escrevêr commo fala estará a cometêr êrros orthográficos purque fulâno e beltrâno disseram que palavra X se lê assim, palavra Y se lê assado. Isto é um verdadeiro nôjo orthográfico uma vez que o facto de se podêr escolhêr a forma de se escrevêrem algumas palavras e conceitos vai contra o próprio conceito de orthografia. Uma orthografia sem regras é uma contradição e algo simplesmente idïota. O português, com o tempo tornou-se num farrapo que certos cultos da língua, filólogos, adoram cortar Eu uso um hýbrido de AO1911 y de variantes anteriores ao mêsmo.

De José Ribeiro a 05.10.2012 às 22:00

Após uma natural resistência inicial ao novo Acordo Ortográfico, tenho tido um especial interesse no que concerne às questões a ele dedicadas e muito particularmente à problemática que constitui, quanto a mim, o principal problema/dificuldade deste AO: a dupla grafia.
Baseado fundamentalmente na pronúncia, era óbvio que esta questão do AO se apresentaria como central, dado que a variedade linguística é assinalável sobretudo entre o português europeu (luso-africano) e o brasileiro. Mas esta é a dupla grafia em sentido lato! Desta forma, serão aceitáveis, por exemplo, as formas “sinónimo”(Portugal) e “sinônimo” (Brasil) ou “receção” (Portugal) e “recepção” (Brasil).
Mas a dupla grafia tem especial interesse em sentido restrito, ou seja, dentro de cada variedade linguística. E é aqui que vejo a principal dificuldade na aplicação do AO, em termos de aprendizagem e sobretudo de identificação das várias situações.
Essa dificuldade encontra-se, desde logo, na confusão que se verifica quando se fala em dupla grafia: pensa-se, quase sempre, na expressão em sentido amplo, quando o que nos interessa, particularmente, é a dupla grafia utilizada na variedade linguística luso-africana (português europeu), ou seja, o português que na prática utilizamos. O português brasileiro é outra coisa, também com a sua dupla grafia específica.
Deste modo, e para não me alongar muito mais, diria que, nos exemplos apresentados neste artigo, “sector/setor” e “infeccioso/infecioso” são de dupla grafia em Portugal (aceitáveis no nosso país), mas, quanto ao outro exemplo, “dicção” utiliza-se em Portugal e “dição” no Brasil, não constituindo por isso, em sentido restrito, uma palavra de dupla grafia.
Relativamente ao termo “facto”, é muitas vezes referido (erradamente) como exemplo de palavra que perde a consoante muda, passando para “fato” com o AO; e neste artigo é referido como sendo de dupla grafia. Mas, efetivamente, o único termo aceitável em Portugal é “facto” e não é de dupla grafia, no sentido restrito a que aludi! Assim, dizer “fato”, neste sentido, é ortograficamente errado (em Portugal).
José Ribeiro

De filipe a 09.12.2012 às 02:08

ERRADO! Facto em Portugal é só com C! Não sei quem o informou mas se o informou, informou mal. O mesmo acontece com infeccioso e dicção (é mais dição nem existe!!), porque toda a gente cá diz os cês nessas palavras. Setor é que nem dão margem para escrever "sector".

De José Ribeiro a 28.12.2012 às 00:22

Sugiro-lhe o seguinte:

- que leia o texto do AO com mais atenção, se é que alguma vez o leu!
- que se informe sobre o que é a dupla grafia e a sua especificidade de aplicação em cada norma linguística;
- que faça um pequeno esforço por comprender/interpretar bem o que lê para poder criticar com propriedade, caso contrário pode, paradoxalmente, estar a criticar aquilo que advoga, ou melhor, dizer que está contra mas argumentar a favor (sugiro que volte a ler o último parágrafo que escrevi sobre "facto")!

De José Ribeiro a 28.12.2012 às 14:41

Caro Filipe:
Parece que, afinal, a precipitação foi minha, levado pelo facto de o seu comentário surgir imediatamente após o meu. Parece, pois, que a sua argumentação não visava diretamente o conteúdo do meu texto, pois muito do que diz é coincidente com ele - o que me levou a considerar um tanto paradoxal a argumentação aduzida.
As minhas desculpas por isso!

De Jorge a 01.01.2013 às 01:23

Na verdade, o AO instituiu dois tipos algo diferentes de duplas grafias: as que são inteiramente facultativas, isto é, sem qualquer recomendação de uso, e as que são também facultativas mas com uma recomendação de uso implícita (e por vezes mesmo explicitada, como no Vocabulário da Mudança do Portal da Língua Portuguesa).

Facto está neste segundo caso. É verdade que a dupla grafia existe, mas as grafias recomendadas são "fato" no Brasil e "facto" nos demais países. Ou seja: na prática nada muda.

De José Manuel Teixeira a 19.03.2017 às 08:23

Antes da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990, um acontecimento verídico era um «facto» na variante lusa da língua portuguesa e «fato» na variante brasileira.
O A.O. fez desaparecer as variantes dando lugar à «língua portuguesa unificada» (não uniformizada) que acolhe duplas grafias em muitas palavras, dentre as quais «fato» e «facto» ou seja: Em todo o espaço lusófono (onde o A.O. esteja em vigor) usa-se indiferenciadamente «fato» ou «facto» para referir um acontecimento. Cada cidadão escreve tal como pronuncia, independentemente do lugar (país) em que se encontre.

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